“Eu uso xadrez. Prefiro as vozes masculinas. Não sou santa. Molho bolachas no café. Detesto superficialidade. Odeio quando confundem minha boa educação com ingenuidade. Tenho saudades. Sou infantil quando julgo necessário. Odeio gente dissimulada e esfinges. Caminho cantando baixinho. Elejo trilhas sonoras para os livros que eu leio. Admiro pessoas que se definem em poucas palavras. Não sou simplista. Reparo na roupa alheia. Qualquer um entende de matemática melhor do que eu. Perco minha fé na humanidade toda vez que vejo ou ouço algo referente à qualquer tipo de violência. Falo demais. Jogo pérolas aos porcos. Penso que o óbvio não é tão claro assim. Eu quero conteúdo. Não sei competir. Gosto de gente. Faço comentários ácidos. Adoro multidão. Prefiro o inverno. Não jogo lixo no chão. Tenho medo de andar de avião. Uso óculos. Adoro ser elogiada. Queria que a minha vida fosse uma melodia. Tenho poucos amigos. Tenho ótimos amigos. Sou romântica. Não toco violão, mas pessoas que tocam me atraem. Faço amizades com a mesma facilidade que me desfaço delas. Odeio hipocrisia. Cores me atraem. Perfumes me atraem. Gosto do bom gosto. Eu gosto de opostos. Estou apaixonada, leio ''o diario de uma rockeira'' … Gosto de gente excêntrica. Odeio gente deslumbrada. Uma música tem capacidade de mudar meu dia. Como carne. Procuro erros de português em todos os cantos, sou sarcástica mas ótima ouvinte. Sou sensível demais. Acho que chuva forte é aplauso. Tenho “gastura” de pessoas cantando sertanejo. Não sei falar de mim. Perco as palavras. Tudo que falo tem um fundo de verdade.” (DF.)
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